
Sabe quem me conhece que não sou muito de lamentar as ocorrências naturais que de vez em quando nos entram em casa através da televisão. Mas há ocorrências e ocorrências. Quando vejo, leio ou ouço alguma notícia relativa à calamidade que arrasou o Haiti, não consigo deixar de me sentir mínimo perante a impotência de um país inteiro perfeitamente reduzido a nada mais que escombros, o que, posto assim, é um enormíssimo eufemismo. Não consigo sequer conceber como se sentem as pessoas que em poucos segundos viram ruir tudo o que lhes garantia alguma modesta forma de sobrevivência. Sem água, sem comida, sem medicamentos, sem casa, sem bens, sem governo, ainda muitos haitianos encontram força e humanidade suficientes para ultrapassar o desespero e cuidar dos seus compatriotas.
Contudo, não consigo também deixar de prever que essa força e humanidade sejam desfeitas em pedaços pelo imperativo essencial de sobreviver, caso não haja eficácia por parte das ajudas internacionais enviadas por tantos países. Espero profundamente que isso não aconteça.
Outra coisa que não consigo também é deixar de me envergonhar pelas lamentações que tantas vezes se ouvem disparadas de bocas abençoadas por um qualquer tipo de inteligência que me ultrapassa para se queixarem do tempo e do preço das couves perante o desespero de um país inteiro...
Verdadeiros monumentos à portugalidade que são.
Contudo, não consigo também deixar de prever que essa força e humanidade sejam desfeitas em pedaços pelo imperativo essencial de sobreviver, caso não haja eficácia por parte das ajudas internacionais enviadas por tantos países. Espero profundamente que isso não aconteça.
Outra coisa que não consigo também é deixar de me envergonhar pelas lamentações que tantas vezes se ouvem disparadas de bocas abençoadas por um qualquer tipo de inteligência que me ultrapassa para se queixarem do tempo e do preço das couves perante o desespero de um país inteiro...
Verdadeiros monumentos à portugalidade que são.
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